Vantagens do aleitamento materno

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Mensagem  Mestre da Culinária em Ter 11 Mar 2008, 15:38

Vantagens do aleitamento materno

O leite materno é um "alimento vivo, completo e natural, adequado para quase todos os recém nascidos, salvo raras excepções", explica a Dra. Leonor Levy, do Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Maria.

As vantagens do aleitamento materno "são múltiplas e já bastante reconhecidas, quer a curto, quer a longo prazo, existindo um consenso mundial de que a sua prática exclusiva é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos quatro a seis meses de vida, reforça esta especialista.

Para o bebé, o aleitamento materno traz como vantagens a prevenção das infecções gastrintestinais, respiratórias e urinárias, isto para além do seu efeito protector sobre as alergias, nomeadamente as específicas para as proteínas do leite de vaca. O leite materno permite ainda que os bebés tenham uma melhor adaptação a outros alimentos. A longo prazo, este leite pode também prevenir o aparecimento de diabetes e de linfomas.

No que diz respeito às vantagens para a mãe, o aleitamento materno facilita uma evolução uterina mais precoce e traz uma menor probabilidade de contrair cancro da mama.

Para além de todas estas vantagens, o leite materno constitui o método mais barato e seguro de alimentar os bebés e, na maioria das situações, protege as mães de uma nova gravidez.

No entanto, para se verifique este efeito anti-concepcional, é fundamental que se cumpram todas as condições: "aleitamento materno praticado em regime livre, sem intervalos nocturnos e sem suplementos de outro leite, nem complementado com qualquer outro tipo de comida", explica Leonor Levy.

Esta protecção pode prolongar-se até aos seis meses do bebé e enquanto a menstruação não voltar.

Factores de sucesso do aleitamento materno

- Duração da amamentação

O sucesso do aleitamento materno pode ser definido por uma amamentação mais prolongada. Existe hoje o consenso, entre os pediatras, de que a duração ideal do aleitamento materno exclusivo, ou seja, sem que seja oferecido ao bebé mais nenhum alimento, é de seis meses.

- Desenvolvimento da criança

Para se concluir que a amamentação está a decorrer da melhor maneira, é preciso que o bebé tenha um bom estado nutricional, ou seja, que aumente de peso de maneira adequada e tenha um bom desenvolvimento psicomotor.

- Qualidade da interacção entre a mãe e o bebé

O sucesso do aleitamento materno pode ainda ser definido pela qualidade da interacção entre a mãe e o bebé, durante a mamada, pois esta proporciona a oportunidade de contacto físico e visual e a vivência da cooperação mútua entre a mãe e o bebé.

Alguns autores responsabilizam a inexistência de bons padrões interactivos -- entre a mãe e o bebé durante a mamada -- pela falência do crescimento de causa não-orgânica que se verifica em algumas crianças.

- Transferência de leite

Num aleitamento materno com sucesso, verifica-se habitualmente uma boa transferência de leite entre a mãe e o bebé; a transferência de leite refere-se não só à quantidade de leite que a mãe produz, mas também àquela que o bebé obtém, sendo a actuação do bebé particularmente importante na regulação da quantidade de leite que ingere, na duração da mamada e na produção do leite pela mãe.

- Projecto e expectativas da mãe

Ao falarmos de sucesso, temos também de ter em conta o projecto materno. Sob o ponto de vista da mãe, a prática do aleitamento materno de curta duração pode ser um sucesso desde que corresponda às suas expectativas.

Historial do aleitamento materno

Em Portugal não existem estatísticas sobre a incidência e a prevalência do aleitamento materno. Os estudos efectuados no nosso país sugerem que a evolução do aleitamento materno se processou de maneira semelhante à de outros países europeus.

A industrialização, a II Grande Guerra Mundial, a massificação do trabalho feminino, os movimentos feministas, a perda da família alargada, a indiferença ou a ignorância dos profissionais de saúde e a publicidade agressiva das indústrias produtoras de substitutos do leite materno, tiveram como consequência uma baixa da incidência e da prevalência do aleitamento materno.

Foram as mulheres com maior escolaridade que mais cedo deixaram de amamentar os seus filhos, sendo rapidamente imitadas pelas mulheres com menor escolaridade.

Este fenómeno alastrou-se aos países em desenvolvimento com consequências gravíssimas em termos de aumento da mortalidade infantil. A partir de 1970, verificou-se um retorno gradual à prática do aleitamento materno, sobretudo nas mulheres mais informadas.

Alguns estudos portugueses apontam para uma alta incidência do aleitamento materno, significando que mais de 90 por cento das mães portuguesas iniciam o aleitamento materno.

No entanto, esses mesmos estudos mostram que quase metade das mães desistem de dar de mamar durante o primeiro mês de vida do bebé, sugerindo que a maior parte das mães não conseguem cumprir o seu projecto de dar de mamar, desistindo demasiado cedo da amamentação.

Por todas estas razões, Leonor Levy acrescenta: "é essencial que em Portugal se comecem a implementar medidas que promovam um maior sucesso do aleitamento materno".
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