Necessidades nutricionais durante a Gravidez

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Mensagem  Mestre da Culinária em Ter 11 Mar 2008, 15:31

Necessidades nutricionais durante a Gravidez

Durante a gravidez, é essencial manter uma alimentação equilibrada. O consumo de uma grande variedade de alimentos saudáveis fornece - à mulher e ao feto em desenvolvimento - proteínas, vitaminas, sais minerais e outros nutrientes. Mas, atenção: comer bem não significa comer muito nem engordar demais.

Da alimentação da grávida devem fazer parte a fruta e os vegetais, os produtos integrais, o leite e os lacticínios. É igualmente importante o consumo de gorduras, pois fornecem mais calorias e são ricas em vitaminas A e D. Ainda assim, o consumo de gorduras da mulher grávida não deve ultrapassar os 30 por cento do total das suas calorias, recomendando-se que esta ingira sobretudo gorduras insaturadas, como as da maioria dos óleos vegetais e de algumas margarinas. É bom verificarem-se cuidadosamente os rótulos dos produtos alimentares.

Alimentos como o arroz e o pão integral são ricos em hidratos de carbono não refinados, sendo também boas fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Os doces, que contêm hidratos de carbono na forma de amido e de açúcar refinado, têm pouco valor nutritivo e um baixo teor em fibras.

Saiba quais as necessidades de prótidos, lípidos, glícidos, vitaminas, minerais, hídricas e energéticas durante a gravidez.

Necessidades energéticas

As necessidades energéticas não são as mesmas para todos os indivíduos e variam na mesma mulher em função da idade, actividade física ou estado fisiológico. No quadro seguinte pode observar a evolução das necessidades energéticas ao longo da gravidez.


Custo médio energético na gravidez

Mulher não grávida
8400 Kj
2000 Kcal

Mulher grávida

1º. Trimestre
8800 Kj
2100 Kcal

2º. Trimestre
9200 Kj
2200 Kcal

3º. Trimestre
9600 Kj
2300 Kcal

Mulher que amamenta
10500 Kj
2500 Kcal



Estes números são dados médios que terão de se ajustar em função do que era a ração alimentar antes da gravidez e em função da curva do aumento ponderal.

As necessidades nutricionais, em especial de calorias, dependem da actividade física durante a gravidez, não sendo necessário um suplemento especial durante o primeiro trimestre se a mulher passar a ter uma vida mais sedentária.

Não se deve limitar a formação de reservas (aumento de peso e a acumulação correspondente de gordura) na primeira parte da gravidez porque isso pode prejudicar a capacidade para assegurar o crescimento óptimo fetal durante a última metade, quando as necessidades totais são muito maiores.

Deve manter-se a alimentação inicial na base de pelo menos 36 cal/Kg/dia e elevá-la para 42 a 44 cal/Kg/dia, durante o segundo e terceiro trimestre.

Necessidades em prótidos

Na gravidez, a ingestão de proteínas deve aumentar devido à contribuição que estes elementos fornecem ao crescimento e porque uma dieta pobre em proteínas é, consequentemente, deficiente noutros nutrientes.

São as proteínas que asseguram a formação do feto e dos seus anexos, bem como o aumento uterino, mamário e do volume sanguíneo circulante. As necessidades em proteínas são progressivamente maiores à medida que a gravidez se aproxima do termo.

O custo protídico da gravidez é de 9 g/mês no primeiro mês, 9 g/semana no terceiro mês, 9 g todos os 3 dias no sexto mês e de 9 g/dia no nono mês. Daqui se conclui que as necessidades em proteínas são 30 vezes mais elevadas no final da gravidez que no seu início.

Em termos práticos, o consumo diário de proteínas, ao longo da gravidez, deverá ser o seguinte:

- 80 g/dia no primeiro trimestre
- 100 g/dia no segundo trimestre
- 120 g/dia no terceiro trimestre

Esta quantidade de proteínas corresponde a 20 por cento do total calórico, respeitando a equivalência em proteínas de origem animal e de origem vegetal, ou dando preferência às de origem animal, uma vez que possuem maior valor biológico. Saiba qual a ração média em proteínas de uma grávida:


Ração média em proteínas animais para uma grávida

Alimento Quantidade
Carne ou peixe 100 a 150 g/dia
Ovos 6 ou 7/semana
Leite 1/2 litro/dia
Queijo 2 pedaços/dia (com menos de 50% de gordura)



Necessidades em glícidos

Os glícidos, cuja função principal é a de fornecerem energia, devem cobrir 50 a 65 por cento as necessidades calóricas totais.

Os glícidos dos açúcares (absorção rápida) não devem exceder 10 por cento das calorias da ração. Os açúcares de absorção lenta ou amidos contribuem para limitar o consumo de alimentos mais nocivos, contribuindo para a sensação de saciedade.

O pão deve ser consumido a todas as refeições. As leguminosas secas podem ser utilizadas em sopa e, uma vez por semana, em prato. O consumo de açúcar não deve exceder 30 g por dia, sob todas as formas, incluindo produtos de pastelaria e mel.

Os vegetais verdes, a batata e a fruta devem ter um elevado consumo, em quantidade superior a 300 g de parte edível, para qualquer dos subgrupos, sem receio de que a batata possa fazer engordar.

Necessidades em lípidos

As gorduras devem cobrir 30 por cento das necessidades energéticas quotidianas, o que corresponde a um consumo de 1 a 1,2 g por Kg de peso.

Os lípidos, além do seu valor energético, também têm um papel plástico importante. Os seus ácidos gordos insaturados de cadeia longa são indispensáveis para a constituição das membranas celulares e dos tecido nervoso.

Não é difícil controlar a ingestão de matérias gordas visíveis, mas é de difícil avaliação a quantidade de gordura que os diversos alimentos contém. A escolha das gorduras e a sua utilização culinária são factores determinantes, não apenas no peso da grávida de termo, mas também no comportamento do seu aparelho digestivo e no conforto da gravidez.
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